Saturday, February 07, 2009

É claro que as formigas conversam no formigueiro! Pq não?

http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u500016.shtml

06/02/2009 - 15h35

Formigas "conversam" no formigueiro, diz estudo

da BBC Brasil

Uma pesquisa das universidades de Oxford (Reino Unido) e de Turim (Itália) mostrou que formigas costumam conversar entre elas, em seus formigueiros.

Segundo os pesquisadores, as rainhas emitem sons característicos dentro do formigueiro que produzem reações das operárias, o que reforça o status social da rainha, de acordo com o artigo publicado na revista "Science".

De acordo com um dos pesquisadores, Jeremy Thomas, da Universidade de Oxford, o progresso da tecnologia permitiu a gravação dos sons das formigas nos formigueiros e a execução destas gravações sem que as formigas ficassem assustadas.

Ao colocar miniaturas de alto-falantes no formigueiro, especialmente fabricados para a pesquisa, e reproduzir os sons feitos por uma rainha, os pesquisadores conseguiram fazer com que as formigas ficassem em estado de atenção.

"Quando tocamos os sons da rainha elas apresentaram o comportamento 'em guarda'. Elas ficavam imóveis com suas antenas estendidas e suas mandíbulas separadas por horas --se alguma coisa se aproximasse, elas atacariam", disse.

Infiltrados

Apesar de ter uma sociedade muito bem defendida pelas operárias, as formigas também podem sofrer com infiltrados, segundo a pesquisa conduzida pelas universidades de Turim, Oxford e pelo Centro de Ecologia e Hidrologia de Oxfordshire.

Sons produzidos pela larva da borboleta europeia Maculinea rebeli, por exemplo, imitam os sons produzidos por formigas adultas, particularmente pela rainha do formigueiro.

"Pesquisas anteriores mostraram que parasitas sociais como estas larvas secretavam elementos químicos e usavam outras habilidades para conseguir se infiltrar em formigueiros", afirmou Francesca Barbero, pesquisadora da Universidade de Turim.

"Nosso novo trabalho mostra que o papel do som na troca de informações dentro de formigueiros foi muito subestimado e que a imitação do som fornece outra forma de infiltração para 10 mil espécies de parasitas sociais que exploram as sociedades de formigas."

Os pesquisadores usaram gravações de sons emitidos pelas larvas nos formigueiros hospedeiros.

Os resultados demonstraram que, depois que a larva foi aceita no formigueiro por meio da liberação de elementos químicos que imitavam os liberados por formigas, a imitação de sons de uma formiga adulta permite com que a larva avance socialmente.

"Nossas experiências mostraram que, em resposta aos sons emitidos pelas larvas, as formigas operárias as protegiam de uma forma parecida com que protegiam suas rainhas", disse Karsten Schönrogge, do Centro de Ecologia e Hidrologia de Oxfordshire.

Sunday, December 07, 2008

O ingênuo e o dentista

Eu tenho um amiguinho que anda nervoso com uma situação que é a seguinte: recentemente ele recebeu a notícia de que está com uma doença que afeta a raíz dos dentes. Exames mostraram que essa doença já afetou os dois dentes "da frente", na arcada superior. Esses dois dentes precisam ser extraídos o mais rápido possível para evitar que a doencá se espalhe para os outros dentes. Ele ficou triste, afinal, é um rapaz novo e ... pergunto: quem é que gosta da idéia de ter dois dentes extraídos, principalmente quando você não sente nada (apesar dos médicos insistirem que se não extrair os dentes agora, ele começará a sentir dores)? Mas não é só isso. Ele tem uma namorada, e não queria que a prótese (móvel) afetasse o beijo, por exemplo. Ele me contou que quando foi conversar com a equipe de médicos, perguntou se ele ia ter problemas para beijar a namorada. Pergunto: Você está sendo acompanhado por uma equipe médica que está tentando te deixar calmo e confiante quanto a cirurgia, e no meio de tudo isso você ainda tem tempo pra se preocupar se vai perder a namorada por causa disso? Só esse meu amigo mesmo; ele é louco por essa namorada. Meu amigo é um rapaz de ouro, muito educado, respeitador, e inteligente, mas é meio ingênuo para certas coisas, sabe? Uma das coisas que o faz interessante na minha opinião. Ele cresceu em cidade pequena, e apesar de atualmente morar em "cidade grande", tem um sotaque mineiro que é uma graça. Mas não parou por aí, ele disse que assim que a equipe saiu da sala, ele pediu para conversar a sós com um dos dentistas. E então ele perguntou para o dentista se ele ia ter problemas para fazer sexo oral na namorada dele, porque era algo que ele gostava muito de fazer. O dentista bateu nas costas dele (homem entende homem, né?) e disse "Não, que isso, não vai ter problemas não, fulano, fique tranquilo". E riu um pouco logo em seguida. Sinceramente, não acredito até agora que ele fez essa pergunta para o dentista! Se eu fosse ele não contaria essa estória para a namorada, porque se eu fosse ela, nunca mais apareceria naquele consultório com ele (eu ia morrer de vergonha). Mas esse meu amigo não tem vergonha não!! Ele pergunta mesmo. Tá certo...rs

Sunday, November 30, 2008

O dia em que entrei num lago barrento com gias, e outras estórias da roça

Andei pensando nos momentos em que, quando criança, não tinha medo de quase nada. Quando nos tornamos adultos gastamos (de forma desnecessária) muito tempo nos distraindo com nossos medos, ao invés de agirmos logo em busca de soluções. Esse ano eu pensei muito no dia em que entrei num "açude" (mas acho que era um lago pequeno) muito barrento lá no interior de Sergipe. Estávamos num sítio da família de um vereador, e fomos tomar banho nesse lago barrento com os filhos dele, a esposa, minhas primas, minha tia, e minha mãe. Estava tão quente naquele dia que também não dava para recusar entrar naquela água. Só as crianças entraram. Depois anunciaram que dentro daquela água tinha gia! Você sabe o que é gia? é perereca!. Fiquei um pouco nervosa por não poder ver as gias dentro da água e por pensar que a qualquer momento uma delas poderia "esbarrar" na minha canela. Nada aconteceu! Mas foi bom demais. Criança não pensa em nada. Hoje em dia eu penso...sabe-se lá o que tinha naquela água!!! Eu lembro uma vez que meu avô, que também mora numa roça lá do interior de Sergipe, contou que um boi tinha morrido afogado dentro de um dos açudes de sua propriedade. Os restos mortais do animal ficaram no fundo do açude. Não sei quando isso aconteceu. Que eu lembre algumas pessoas pegavam aquela água para os animais beberem. Não sei de mais nada. Eu só posso afirmar que nunca bebi água daquele açude onde supostamente um boi morreu afogado e ali ficou.
A vida na roça no nordeste brasileiro é muito interessante. Sou grata porque meus pais sempre me levaram para passar as férias escolares em Sergipe. Aprendi a respeitar os mais simples. Sabe o que sempre me impressionou? A educação das pessoas. Os moradores sempre davam "bom dia!" para os "estranhos "( = eu). Lá no bairro, no Rio, eu não via isso. Aliás, em cidade grande fica parecendo que você é "maluco" pelo simples ato de dar "bom dia" a todos. O que mais me incomodava na roça? Receber o olhar curioso das pessoas por eu não "ser dali". Passar uma semana na roça siginificava passar o dia correndo, brincando de pique-esconde, pensar no almoço (dava tanta fome!!), não ver televisão, usar lanterna a noite, passar a noite jogando baralho e dominó à luz de velas, tomar banho no quintal (não tinha banheiro e nem eletricidade) usando um balde, e olhando para as estrelas, beber água (filtrada) do poço artesiano, acordar cedinho para pegar o ônibus que só passava às 5 da manhã às quartas-feiras e aos sábados!!! Quando criança, de madrugada, eu resolvi ligar minha lanterninha e apontá-la para o teto do quarto. Eu não sei bem o que era aquilo (camundongo nordestino? existe?), mas eu via uns 3 ratinhos brancos e pequenos passando pra lá e pra cá sobre as estacas de madeira do telhado. Da cama, eu ficava seguindo eles com a luz da lanterna. Falando de animais, eu lembro que por volta das 5 da tarde semper recebíamos a visita dos "micos". Pois é, uma família de micos pequenos e cinza passavam pela casa de meu avô. Muito bontinhos, mas uma vez minha mãe contou que um dia foi tentar alimentar um deles com um pedaço de banana, e quase foi mordida. Melhor não arriscar com bichos selvagens.

Sunday, August 03, 2008

Lista

Infelizmente num casamento muitas pessoas esquecem os sonhos, e páram de sonhar. Acho que me enquadro nessa situação. Ou me enquadrava. Aí vai o INÍCIO da lista do que eu ainda quero fazer:

1 - tirar a bendita carteira de motorista - para o choque de todos
2 - ir para Canudos (Bahia) - desde o ensino médio tinha esse interesse
3 - ir para Brejo da Cruz (PB) - o Zé Ramalho nasceu lá, e eu tenho vontade de ver aquelas rochas "misteriosas".
4 - visitar com mais calma o Pantanal.
5 - viajar de barca pelo Rio Amazonas
6 - aprender a tocar violão - quantas oportunidades perdidas
7 - aprender Chinês ou qualquer outra língua - menos Alemão (sem ofensas), pq eu sei que é difícil demais, e além disso, pra que? rs rs rs
8 - Comprar uma casa nas montanhas - de preferência nas Montanhas Rochosas (se nos EUA)
9 - viajar mais pelo Brasil e América do Sul (Patagônia é tão "pertinho")
10 - ir para o Sul dop Brasil onde há uma cidade cheia de árvore petrificada. Muito interessante!!!

Domingo no bairro

Hoje no final da tarde andei pelo meu bairro, e vi muitos casais. Vi um casal deitado sobre a grama, bem juntinho, namorando. No pier do East River eu também vi um casal nos seus 50-60 anos (ambos com cabelos brancos) deitados sobre um banco. Estavam abraçados. Na volta, perto da quadra de tênis, tinha um casal em pé, escostado no muro. Só olhei para a menina, que chorava. Silêncio enquanto as lágrimas caiam...fim de namoro?

Sunday, July 06, 2008

Brunch

Pois é, ontem de manhã fomos até o Grand Central encontrar com os amigos A. e W. De lá fomos no Yaffa Cafe, em downtown Manhattan, para um brunch (cafe da manhã + almoço). Acho que foi a primeira vez que tomei a tal da mimosa (suco de laranja com champagne). Concordo com a A. de que a bebida estava um pouco azeda. Eu inventei de colocar açúcar na mimosa, e sem querer iniciei uma reação química dentro daquele copo. A bebida começou a borbulhar, e acabou transbordando. Uma meleca só. Fui buscar por alguma explicação no google, e acho que entendi o que aconteceu. A levedura do champagne gosta de açúcar, e ao comsumir o produto acaba produzindo mais dióxido de carbono (borbulhas!). É incrível notar que organismos reagem tão rapidamente às mudanças no ambiente!

Ontem também foi dia de guardar as roupas de inverno. Coloco tudo dentro de um container de plástico, e depois guardo tudo no porão. Ainda temos muitas cosias espalhadas pela casa, principalmente porque estamos fazendo reforma na casa. É sempre assim.

TRAX

Sobre aquele trem de SLC...você tem que comprar o bilhete na estação do trem, como se faz aqui em NYC. Entrei no trem - bilhete em mãos. Eu achei que alguém fosse recolher os bilhetes dentro do trem. Fiquei segurando o bilhete um tempão e nada. Simplesmente não há cobrador! Poxa, e eu tinha pago o "round trip" (ida e volta) - paguei por volta de $3.15. Bobagem a minha, porque se tivesse pago o de $1.65, eu também poderia usar o mesmo bilhete para ir ao centro da cidade e voltar, contanto que a viagem de ida e volta durasse no máximo 2 horas. Então, se ficasse "perambulando" por mais de 2 horas, aí sim eu teria que ter pago os $3.15. Mas vai saber! Não sei se é mania de Brasileiro ou é universal, mas ninguém pára para ler as instruções. Aconteceu mais uma vez comigo. Só fui reparar o detalhe do bilhete na segunda viagem. Enfim, o que me intrigou mesmo foi o fato de não haver cobrador dentro do trem, incentivando, de certa forma, a viagem "de graça". No centro da cidade eu ouvi uma mensagem de voz no trem pedindo que todos tivesse bilhetes em mãos, pois havia a chance de sermos cobrados dentro do trem. Bom, ao menos eles ameaçavam. Comecei a me achar um pouco otária por estar comprando bilhetes, mesmo sabendo que as chances de encontrar um cobrador eram mínimas. Pensei sobre isso, pois talvez eu não fosse otária coisa alguma, afinal, todos têm que pagar. Por que só pagamos por algo porque tem alguém nos "forçando"a fazer tal coisa? A gente não sabe que o certo é pegar pelo o que consumimos(capitalismo)? Se não pagarmos, o serviço acaba, pessoas perdem emprego, e somos nós que sofre as consequências depois. Continuei pagando. Nunca vi o cobrador.